© 2017 A Voz dos Mártires. Todos os direitos reservados.

Ao assinar a nossa lista de contatos está a concordar com a nossa Política de Privacidade

TESTEMUNHOS DA IGREJA PERSEGUIDA

Habila

"O islamismo ou a morte"

No norte da Nigéria, Habila Adamu e a sua família acordaram com alguém a bater-lhes na porta da sua casa. Eram 23:00hs, muito tarde para uma simples visita, de modo que a única razão pela qual alguém estivesse na porta, seria um caso de emergência, ou pior, um ataque à sua aldeia.


Habila só teve tempo de se vestir, quando passou para a sala com a sua esposa, Vivian, e o seu filho. Entretanto, deparou-se com os invasores vestidos de túnicas e máscaras, um deles estava com uma arma AK-47. Habila fez uma pequena oração ao Senhor.


Depois de anunciarem que estavam ali para fazer o trabalho de Allah, os homens começaram a perguntar a Habila qual o seu nome, a sua profissão, se ele era um policial ou estava no serviço militar, e por fim, se ele era um cristão ou um muçulmano.


"Eu sou um cristão", respondeu Habila. Vivian estava apavorada, pois sabia que os homens eram membros do grupo terrorista Boko Haram. Os invasores disseram a Habila que eles iriam dar-lhe uma última oportunidade para viver e viver uma vida melhor, se ele aceitasse voltar a ser um muçulmano e dizer a ''shahada''[profissão de fé islâmica, "Não há Deus senão Allah, e Maomé é o seu mensageiro"]. Eles ainda sugeriram-lhe para juntar-se a eles como um membro do Boko Haram. Habila estava preparado para morrer. "Eu sou um cristão e serei sempre um cristão", respondeu ele, "até a morte".


Um deles virou-se para Vivian e disse: "Se o seu marido não cooperar conosco, você vai vê-lo morrer." Acreditando que a morte do marido era iminente, Vivian gritou com medo e dor. Eles voltaram a repetir a sua oferta, e Habila mais uma vez recusou.


‘‘O seu marido é teimoso, convença-o a negar a Cristo para que vocês tenham uma boa vida" disseram eles a Vivian. "Não temas", disse Habila à sua esposa com o fuzil apontado à cabeça. "A morte de um cristão não é uma perda, é um ganho."


Os homens olharam para Vivian e exigiram que ela trouxesse todo o dinheiro que eles tinham em casa. Ela vasculhou os cómodos da sua pequena casa, e começou a pegar qualquer coisa de valor que encontrava na esperança de que os homens ficassem satisfeitos e poupassem a vida do seu marido. Mas não foi o suficiente.


O homem com a AK-47 apontada próximo a boca de Habila disse: "Uma vez que você recusa-se a tornar-se um muçulmano, aqui está a sua recompensa!" Então puxou o gatilho. 

 

Habila caiu no chão enquanto o sangue fluía do seu rosto. Vivian gritava aterrorizada. 

Os homens deram um pontapé na perna de Habila e saíram a gritar "Allahu Akbar [Allah é grande]'', confiantes de que tinham cumprido a vontade de Allah.


Em poucos minutos a poça de sangue corria por todo o corpo de Habila. Enquanto Vivian chorava pelo seu marido, ela o ouviu suspirar, "Eu estou vivo, ajuda-me por favor."


O seu coração encheu-se de esperanças e ela levantou- se rapidamente do chão. Correu e tentou abrir a porta da cerca do seu quintal mas percebeu que os atacantes haviam-na trancado. Depois de algum tempo, ela finalmente conseguiu sair de casa e correu para a casa do seu vizinho. Eles ligaram para a polícia a pedir ajuda, mas essa nunca chegou. Habila só chegou no hospital às 6:00 da manhã do dia seguinte.


Neste mesmo dia, o grupo terrorista Boko Haram invadiram as casas de mais 30 membros da igreja de Habila. Todos eles recusaram-se a converter-se ao islamismo, e preferiram morrer ao invés de virarem as costas para Cristo. Habila e a sua família foram os únicos sobreviventes.


Habila foi transferido para vários hospitais na tentativa de fazê-lo chegar a um médico que pudesse ajudá-lo. Quando os seus prontuários médicos chegaram às mãos do Dr. Jim, Médico da VdM, ele disse: "É apenas pela graça de Deus que ele sobreviveu."

Habila precisava passar por um enxerto ósseo para reparar a maçã do seu rosto, que foi destruída pela bala. Mas antes que os médicos começassem a operação, ficaram chocados ao ver que a maçã do rosto estava totalmente curada. Não houve necessidade de enxerto.

Hoje, Habila continua a partilhar o seu testemunho com outras pessoas.

Quando um trabalhador da VdM perguntou-lhe, como se sentia em relação aos homens que fizeram isso, ele respondeu-lhe: "Nós também éramos criminosos condenados, mas Cristo morreu por nós. ... Ele nos ama. Nós precisamos mostrar esse amor para as pessoas que nos odeiam. Desde aquele dia eu peço a Deus: 'Deus, perdoa-lhes. Deus, perdoa-lhes.' A minha oração é para que eles possam conhecer a verdade e serem salvos, e não, condenados. Amo-os... Se eu tivesse oportunidade de vê-los, certamente iria abraçá-los e orar por eles."


Perguntaram-lhe como conseguia perdoar os homens que tentaram matá-lo, Habila respondeu: "Porque Cristo é o amor. O Deus que eu sirvo é o amor. Ele nos manda amar uns aos outros."


Os Trabalhadores da VdM na Nigéria respondem continuamente a cada caso de perseguição e avaliam as necessidades médicas, como a de Habila. 


A VdM implantou o seu primeiro laboratório de próteses no norte da Nigéria para criar próteses de alta qualidade para os cristãos que foram mutilados em violência anti-cristã.


Habila recusou-se a negar a Cristo quando confrontado com a morte. Outros sucumbem à pressão por medo, mas Deus também é capaz de redimi-los.