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Muçulmano que sequestrou e estuprou menina cristã de 13 anos é libertado no Paquistão

Atualizado: Jan 5


O caso de Arzoo Raja tem mobilizado protestos no país. (Foto: Asia News)

Um tribunal do Paquistão decidiu libertar sob pagamento de fiança um muçulmano que sequestrou, estuprou e forçou uma menina cristã de 13 anos a um “casamento” islâmico.


O muçulmano Ali Azhar, de 44 anos, foi libertado sob fiança em dezembro (2020), afirmando que não havia violado as leis do Paquistão contra o casamento infantil e o estupro infantil porque a menina cristã, Arzoo Raja, havia atingido a puberdade, segundo informou o órgão de vigilância da perseguição dos Estados Unidos International Christian Concern no último sábado (2).


Se for considerado culpado por estupro, Azhar poderá ser condenado à prisão perpétua ou à pena de morte.


“Há dias bons, ruins e às vezes até sombrios para a justiça”, disse o advogado Jibran Nasir, que representa os pais de Arzoo nesse caso.


O Caso

Arzoo foi sequestrada da casa da sua família na cidade de Karachi, província de Sindh, por Azhar e o seu vizinho muçulmano, no dia 13 de outubro de 2020, conforme o pai de Arzoo disse à polícia, quando apresentou uma queixa. Embora seja vítima de sequestro, Arzoo foi forçada a morar com Azhar por quase um mês. Durante esse tempo, ela foi forçada a assinar dois papéis, afirmando que havia se convertido ao Islão e a confirmar que havia se casado com Azhar por vontade própria.


No final de outubro, a Suprema Corte de Sindh havia validado o casamento, citando a lei Sharia, embora a lei secular do Paquistão, proíba o casamento infantil.


No dia 2 de novembro, no entanto, depois que a ministra dos direitos humanos do Paquistão, Shireen Mazari, disse que o seu advogado havia entrado com uma intervenção no caso, o tribunal reverteu a decisão de validar o casamento ilegal e ordenou que a polícia prendesse Azhar.


O tribunal também não rejeitou as acusações legais de estupro, feitas pelo pai de Arzoo contra Azha, o sequestrador, conforme explicou o advogado da família à agência ‘Morning Star News’ na altura.


Arzoo disse numa audiência a 9 de novembro que não queria voltar para casa e que havia “se convertido ao Islão” e casado por sua própria vontade com Azhar.


“Arzoo está relutante em viver com os seus pais por causa da lavagem cerebral feita pelos acusados ​​e por certos ativistas da comunidade”, disse Nasir anteriormente ao Morning Star News.


É quase certo de que as suas afirmações foram feitas sob ameaça, disse o gerente regional do sul da Ásia da ICC, Will Stark, ao The Christian Post numa entrevista.


Contexto

As meninas em casos semelhantes são frequentemente atormentadas, ameaçadas ou induzidas a assinar os papéis, disse ele.


Uma vez que os sequestradores forçam as meninas a assinar documentos de conversão e de casamento, elas podem se casar legalmente de acordo com a lei islâmica, que o Paquistão reconhece como válida. Segundo a lei islâmica, uma menina pode se casar legalmente imediatamente após o seu primeiro período.


A polícia geralmente ignora os casos de casamento infantil quando a lei islâmica está envolvida, disse Stark.


O Departamento de Estado dos EUA designou o Paquistão como um "país de preocupação especial" por se envolver ou tolerar abusos flagrantes e sistêmicos da liberdade religiosa.


Motivos de Oração:
  • Ore por Azroo, para que Deus possa restaurar a sua saúde mental, emocional e espiritual e para que ela vença toda lavagem cerebral sofrida, bem como todo trauma.

  • Ore pelos pais de Azroo, para que Deus conforte os seus corações e os ajude a ultrapassar essa prova.

  • Ore pelas muitas meninas cristãs que são vítimas de sequestros e casamentos forçados no Paquistão. Ore por livramento e por uma mudança no uso da lei Sharia no país.


Fonte: VDM, Guia-me, Christian Concern

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