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Secretário Geral da ONU diz que “a maior lacuna de dados do mundo” afeta as mulheres cristãs


Na semana passada, o secretário-geral da ONU chamou de "a maior lacuna de dados do mundo...", o que a escritora britânica Caroline Criado Perez chama de "pensamento padrão do homem", a suposição inquestionável de que os homens são o padrão e as mulheres a exceção. Muitas vezes, as mulheres não são contadas e nem as suas experiências”.


E essa falta de 'contagem' citada por António Guterres estende-se - sem surpresa - a alguns dos abusos mais 'escondidos' do mundo; a das mulheres pertencentes a minorias religiosas em países onde enfrentam dupla ou até tripla vulnerabilidade: por causa da sua fé, do género e da pobreza.


O relator especial da ONU sobre liberdade de religião ou de crença, Heiner Bielefeldt, observou no seu relatório de agosto de 2013 que: “A discriminação baseada em papéis estereotipados de homens e mulheres é uma das violações mais comuns dos direitos humanos no mundo. Pode assumir formas cruéis e priva muitas mulheres e meninas dos seus direitos à vida, liberdade e respeito pela dignidade humana.”


A Open Doors, lançou o seu terceiro relatório anual, que analisa mais profundamente as implicações da perseguição sofrida de maneira diferente por homens e mulheres, conforme pesquisado na sua World Watch List 2020 dos 50 principais países onde é mais difícil de se viver como um cristão.


No seu Relatório sobre Perseguição Religiosa Específico ao Género (GSRP) 2020, a instituição diz que as duas perseguições mais relatadas usadas contra as mulheres e as meninas cristãs em todo o mundo são violência sexual e casamento forçado. Ambos foram citados por 84% dos entrevistados.

Em todas as regiões do mundo, a violência sexual continua a ser o meio mais prevalecente de exercer poder e controle sobre as mulheres e as meninas cristãs, além de puni-las.


Muitas vezes, essa violência sexual acontece fora do casamento; em outros casos uma mulher ou jovem é forçada a um casamento contrário à sua vontade, por vezes até com o próprio agressor. Isso é usado intencionalmente para desonrar a mulher ou a menina cristã e, consequentemente a sua família e comunidade.


Embora o casamento forçado tem uma aparência de respeito, também pode tornar-se apenas um contrato de violência sexual do qual uma mulher não pode escapar e que acaba por fica sujeita a outras formas de violência e de opressão.


Outras descobertas importantes também são:

  • As mulheres são alvo desproporcional, de muitas outras perseguições do que os homens.

  • Estas formas de abusos buscam separar as comunidades e as famílias através da vergonha e do estigma, o que significa que grande parte dessa perseguição não é relatada.

  • Os invasores usam estereótipos e tabus prejudiciais de género feminino. Como resultado, as mulheres que sofreram violência sexual são rejeitadas pelos seus maridos e comunidades.

O Relatório também relata que as igrejas podem desempenhar um papel importante na cura das circunstâncias mais difíceis; Os programas podem ensinar os líderes e os membros a restaurar as mulheres e as comunidades após essas tragédias.


Elaine Storkey, teóloga e autora de Cicatrizes na Humanidade: Compreendendo e Superando a Violência Contra as Mulheres, comentou:“A história é de perseguição, atrocidades e dificuldades múltiplas, sofridas por causa da fé [das mulheres]. Não podemos ler este relatório sem enfrentar o desafio que ele coloca para que todos nós nos envolvamos mais na contestação dessa injustiça.”


Motivos de Oração:
  • Ore pelas mulheres e meninas cristãs que vivem em países onde há perseguição, e que acabam por serem as maiores vítimas dessa situação.

  • Ore para que a comunidade internacional tenham projetos específicos de proteção e apoio para mulheres vítimas de perseguição.

  • Ore pelos projetos da Voz dos Mártires e das outras organizações de apoio aos cristãos perseguidos, para que possamos dar resposta às necessidades específicas dos nossos irmãos.


Fonte: VDM, World Watch Monitor


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