Cristãos sírios temem ser exterminados com invasão turca no seu país

À medida que continua a invasão turca, iniciada há quase duas semanas, crescem as evidências nos medias e nos relatórios regionais de que os cristãos são um alvo. Ao longo da fronteira turco-síria, estão a surgir relatórios de cristãos que estão a a fugir diante de um ataque turco auxiliado por tropas jihadistas. Eles esperam que os seus pedidos de socorro cheguem aos cristãos ocidentais. Em janeiro deste ano, em Kobane, a agência cristã de notícias CBN News entrevistou o pastor Zani e a sua esposa Chinar, depois que o presidente Donald Trump disse que retiraria as tropas americanas. Na altura, eles fizeram um pedido ao presidente. "Por que o presidente Trump fez isso e imediatamente quis retirar as forças daqui? É possível que ele não esteja a considerar a Igreja ou que não saiba que há crentes aqui?", Disse Zani. Cerca de 10 meses depois, a CBN New recebeu uma mensagem de Chinar por meio de um aplicativo criptografado. "Temos medo de uma coisa, [se] Kobane entrar no cerco, e o gás, combustível, alimentos e suprimentos médicos e os meios de aquecimento forem cortados, isso se tornará um verdadeiro desastre. Não sabemos o que acontecerá a seguir", dizia a mensagem. A quilómetros de Kobane, em Sari Kani, a Rohani TV entrevistou Ziad Mussa, o único cristão que restou na cidade. Mussa disse que o Estado turco "está a mirar os cristãos" e que a Turquia "visa aniquilar as pessoas da região e impor uma mudança demográfica". Mussa também afirmou que a Turquia está "a destruir as igrejas e a herança cristã e tentando aniquilar os cristãos desta região". Um relatório da Rudaw24 documentou os medos dos cristãos em Qamishli. Um cristão chamado Sawmi disse à organização de notícias que se as milícias apoiadas pela Turquia entrarem na cidade, os cristãos não serão poupados. "Vocês, povo da América: o cristianismo está em perigo. Se o cristianismo morrer no leste, também morrerá como um todo, porque nós, os siríacos, falamos a língua de Jesus. A língua siríaca é a língua aramaica. Se nós morrermos, não restará mais cristãos", disse. O rabino Abraham Cooper, do Centro Simon Wiesenthal, em Jerusalém, disse que os EUA devem proteger a liberdade religiosa. "As nossas liberdades religiosas estão em nosso cerne como povo americano e eu tenho vergonha de ver isso acontecer. Não deveria ter acontecido. Se isso acontecer em tempo real, os Estados Unidos terão de desempenhar um papel para impedi-lo", disse ele. O rabino Cooper destacou mais dados sobre a situação dos cristãos após a invasão turca. “A CBN teve a gentileza de me fornecer um e-mail muito longo, literalmente da linha de frente. Tão perturbador que enviei o fato ao Secretário de Estado e ao vice-presidente, duas pessoas no governo, pessoas importantes do governo, comprometidas com a questão de proteger as minorias religiosas", explicou Cooper. Cooper, como muitos outros líderes, espera que o presidente Trump revise a situação. "É um desastre. Sabe-se que o presidente muda de rumo rapidamente. Eu me juntaria àqueles que esperam e oram para que ele imponha mais força, tanto em termos das sanções que afectam Erdogan, quanto, se necessário, usando o poder aéreo americano, que ainda é massivo para impor uma linha vermelha", afirmou. Antes da invasão turca, estimava-se que 100.000 cristãos vivessem no nordeste da Síria, que ainda permanecem no berço do cristianismo após a invasão de Erdogan, mas ainda há muitos que esperam ajuda do Presidente dos Estados Unidos e da Igreja nos Estados Unidos. Motivos de Oração: Ore pela Síria, para que Deus poupe a nação por amor do Seu povo que ali vive. Ore pelos cristão que continuam a viver na fronteira Turco-Síria e por aqueles que estão a fugir da zona de guerra, para que Deus guarde-os e proteja-os. Ore para que a comunidade internacional e as autoridades responsáveis possam intervir diante desta situação que vivem os nossos irmãos sírios. Fonte: CBN-NEWS/Guia-me

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