Ex-muçulmanas tornam-se missionárias e distribuem 20.000 Bíblias no Irão

A história das amigas Maryam Rostampour e Marziyeh Amirizadeh está a ser contada num livro sob o título "Captive in Iran" (Cativas no Irão), publicado em 2013. Nele, elas relatam as experiências que tiveram no seu chamado missionário no Irão. Ex-muçulmanas, elas revelaram em entrevista na Igreja HTB em Londres, que as autoridades iranianas proibiram-nas de compartilharem a sua fé cristã, mas em três anos elas conseguiram colocar, secretamente, 20.000 Bíblias nas mãos dos seus compatriotas, além de iniciarem igrejas domésticas no país. Quando descobertas, as duas missionárias foram presas por 259 dias na notória prisão de Evin, em Teerão, capital do Irão, um lugar onde os presos são rotineiramente torturados e até executados. Entre os interrogatórios cruéis, a perseguição e a sentença de morte, Maryam e Marziyeh transformaram as alas da prisão em igrejas, estendendo a mão para os soldados, as prostitutas e os outros presos. Prisioneiras Maryam fala sobre o tempo de prisão: "Um dia é como um ano. Há dias em que nós não conseguimos nem respirar por não sabermos o que nos pode acontecer no dia seguinte." “Quando as pessoas passam pela experiência de viver na prisão de Evin, nunca mais serão as mesmas. A pressão é demais”, diz ela. “Não podemos mais ser as mesmas pessoas. Não podemos mais ser tão felizes como antes. Não gostamos mais de atividades comuns, como as pessoas normais, porque passamos o tempo todo a pensar naqueles que ainda lá estão", diz. Após uma prisão em 2009, elas foram transferidas para uma cela de mulheres na prisão de Evin, onde foram forçadas a dormir no chão numa sala com 30 a 40 presos. Elas contam que havia apenas uma pequena janela e que a temperatura estava sufocante no verão e congelada no inverno. As luzes eram mantidas acesas toda a noite, enquanto uma televisão apresentava incessantemente a propaganda do estado. Elas dizem que não tiveram direito a tratamento médico por causa da sua fé cristã e que eram vistas como "infiéis imundas". "Eles nos trataram como animais", relata Marziyeh. Confissões forçadas Maryam e Marziyeh também passaram 40 dias num prédio exclusivo para interrogatórios, onde foram solicitados repetidamente a negar a sua fé cristã, enquanto os interrogadores exigiam os nomes das pessoas que haviam frequentado a sua “igreja doméstica” e pediam que elas assinassem confissões forçadas. "Se vocês não nos derem as informações de que precisamos, bateremos em vocês até vocês vomitarem sangue", disseram eles. Tais demandas por confissões são frequentemente relatadas por cristãos nas prisões iranianas, como nos casos de Mohammed Ali Torabi, 39, que foi libertado recentemente sob fiança, e Abdol-Ali Pourmand, que permanece na prisão em Ahvaz, capital do Khuzestan ocidental do Irão. A Vida Cristã Maryam e Marziyeh nasceram em famílias muçulmanas no Irão, mas vieram a se conhecer enquanto estudavam teologia cristã na Turquia em 2005 e descobriram que ambas se tornaram cristãs mais ou menos na mesma altura, seis anos antes. Elas decidiram unir as forças, e retornaram ao Irão, onde começaram um programa de alcance missionário. Nos dois anos seguintes, elas distribuíram o Novo Testamento em Teerão e em outras cidades. Eles começaram duas igrejas domésticas no próprio apartamento, uma das reuniões para jovens e outra para prostitutas. Elas desenvolveram o ministério com viagens missionárias à Índia, Coreia do Sul e Turquia. Em 2009, Maryam e Marziyeh foram presas em Teerão acusadas de promover o cristianismo - um crime capital no Irão - e condenadas a oito meses de prisão. Mas as acusações oficiais que receberam foram apostasia, atividade antigovernamental e blasfémia, pelas quais foram condenadas à execução por enforcamento. Muitos cristãos em todo o mundo oraram pela sua liberdade e, como resultado da pressão internacional, Maryam e Marziyeh foram libertadas em 2009 e livres de todas as acusações no ano seguinte. Elas consideram uma honra ter experimentado um pouco do sofrimento de Cristo por terem sido presas por causa do Seu nome. Após a libertação, elas emigraram para os Estados Unidos. Motivos de Oração: Orem pelo ministério de Maryam e Marziyeh, para que Deus continue a usar as suas vidas como instrumento de salvação para o povo iraniano. Ore para que Deus dê estratégias para que Maryam e Marziyeh, alcancem o iranianos através dos recursos de multimédia e internet. Ore pelos cristãos que vivem no Irão, para que permaneçam firmes na fé, e continuem a testemunhar do amor de Cristo. Fonte: WW Monitor/Youtube/Guia-me

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