Um post no Facebook levou um cristão a 4 anos de prisão na Indonésia

Um tribunal na Indonésia condenou um jovem cristão a quatro anos de prisão depois que ele foi acusado de insultar o Islão e o seu profeta Maomé num post no Facebook. A International Christian Concern informa que Martinus Gulo, de 21 anos, recebeu a sentença do Tribunal Distrital de Medan na última terça-feira (24) depois de ter sido acusado pela controversa lei de Informação e Transações Electrónicas do Pacífico, um estatuto que foi usado para prender outros cristãos no país. A lei proíbe a disseminação de "ódio ou animosidade" com base na religião. Além de ter sido preso, Gulo também recebeu uma multa de cerca de 60.000€. Se ele não puder pagar a multa, terá que cumprir mais seis meses de prisão. "Prender alguém por quatro anos por causa de um post no Facebook mostra como as leis de blasfémia da Indonésia podem ser facilmente exploradas por grupos radicais muçulmanos", afirmou a gerente regional da ICC, Gina Goh, em comunicado. "Qualquer um pode ser vítima dessas leis, especialmente se esses grupos considerarem o seu discurso ofensivo ou incorreto. Portanto, os cristãos se tornam alvos fáceis, já que muitos muçulmanos radicais buscam apagar a existência e a influência do cristianismo. A Indonésia deve rever suas leis de blasfémia", ressaltou. De acordo com o site Rappler, das Filipinas, Gulo foi preso em março depois que uma organização islâmica deu queixa à polícia. O site observa que Gulo escreveu que Maomé sancionou a bestialidade. Gulo disse às autoridades que ele publicou o post em resposta a outras pessoas que criticaram o cristianismo. A lei de Informação e Transações Electrónicas também foi usada no início deste ano para condenar um evangelista a quatro anos de prisão depois dele ter compartilhado a sua fé com um taxista. As leis de blasfémia do país passaram pelo crivo internacional há dois anos, quando o ex-governador de Jacarta, Basuki Tjahaja Purnama, foi acusado de blasfémia e condenado a dois anos de prisão. Milhares de manifestantes muçulmanos exigiram que o governador fosse preso depois que um vídeo foi publicado e mostrou o político a insultar o Islão. Apesar do crivo internacional, o Tribunal Constitucional da Indonésia rejeitou uma petição para revogar a lei de blasfémia do país. De acordo com a Human Rights Watch, a petição foi apresentada por nove muçulmanos. "Especialistas em direitos humanos e grupos da ONU, como a Fundação Indonésia de Assistência Jurídica, criticaram o uso discriminatório da lei", diz o relatório da Human Rights Watch. "No entanto, o Ministério de Assuntos Religiosos da Indonésia está a reforçar e a ampliar o seu escopo por meio da chamada Lei de Proteção aos Direitos Religiosos". A sentença de Gulo chegou no mesmo dia em que o Departamento de Estado dos EUA iniciou a sua primeira Reunião Ministerial para o Avanço da Liberdade Religiosa, onde emitiu um plano de acção a pedir aos governos estrangeiros que abolissem as leis de blasfémias. A reunião em Washington contou com a participação de delegações estrangeiras de mais de 80 nações, incluindo a Indonésia. Motivos de Oração: Ore pelo nosso irmão Martinus Gulo, para que permaneça fiel ao Senhor e seja confortado por Deus durante este tempo de perseguição. Ore para que ele seja libertado e não tenha que pagar nenhuma multa. Ore para que a comunidade internacional pressione os governos dos países que exercem a Lei da Blasfémia, para que seja abolida. Fonte: Christian Post/Guia-me

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