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Sudão Pretende Matar Cristãos a Fome, Acusam Organizações

Desde 2011, a força aérea sudanesa realiza uma campanha de bombardeios aéreos nos estados do Sul do Cordofão e do Nilo Azul, onde a maioria da população sudanesa é cristã ou animista e negra africana. O Hospital Mãe de Misericórdia foi alvo várias vezes destes ataques, assim como escolas e clínicas apoiadas por cristãos.

 

O governo do Sudão também bloqueou grande parte da área para evitar a entrada de ajuda humanitária ou observadores internacionais. A estratégia do governo de bombardear campos e mercados repetidamente impediu os camponeses de plantar ou colher nas suas lavouras, o que levou a uma escassez generalizada de alimentos. Grupos de direitos humanos sugerem que o regime pretende eliminar a sua população não-muçulmana através da fome.

 

Na capital, Cartum, os serviços de segurança sudaneses detém, perseguem, e dão prémios a quem denunciar líderes cristãos. Além disso, o governo designou 25 igrejas para demolição, e decretou que não haverá mais permissão para a construção de novas igrejas.

 

O governo afirma que quando o Sul de maioria cristã se separou em 2011, formando a nova República do Sudão do Sul, a população cristã do Sudão migrou para ela. No entanto, milhões de cristãos permanecem ao norte da fronteira, em Cartum, Cordofão do Sul e Nilo Azul, onde viveram durante séculos.

 

Em 2011, antes do referendo da independência do Sul, o presidente Bashir declarou: "Se o Sudão do Sul se separar, mudaremos a constituição e não haverá tempo para falar de diversidade de cultura e etnia ... a lei Sharia (lei islâmica) será a principal fonte de legislação, o islamismo a religião oficial e o árabe a língua oficial".

 

A sua declaração viola a Declaração Universal dos Direitos Humanos Artigo 18, que garante a liberdade de crença (e a liberdade de não acreditar), à que o Sudão é signatário. O órgão de vigilância internacional imparcial "Freedom House" oferece ao Sudão a classificação mais baixa com relação ao respeito aos direitos humanos, assim como a ONG anti-corrupção, 'Transparency International'.

 

Independente dos contínuos abusos dos direitos humanos do Sudão, tanto os EUA quanto a União Europeia estão a buscar meios para reparar as relações com Cartum. Washington é motivado pela sua necessidade de ser visto para incluir o maior número de nações muçulmanas na sua coalizão contra o islamismo radical. No entanto, o Sudão forneceu asilo para jihadistas (inclusive Osama bin Laden por cinco anos), e recentemente cortou as suas ligações com o Irão e o Hezbollah, sob pressão da Arábia Saudita. Em 2013, a Al Qaeda anunciou que abriu uma filial na Universidade de Cartum. Vale ressaltar que o governo não falou em fechá-la, enquanto os jornais da oposição são confiscados regularmente e as igrejas demolidas.

 

De acordo com a especialista do Sudão, Gill Lusk: "O regime de Cartum dedica energia e habilidade consideráveis ​​para dizer ao Ocidente o que eles querem ouvir sobre questões de segurança e inteligência, mas não enganou os milhões de sudaneses que procuram o restabelecimento da democracia e dos direitos humanos, que sabem que persiste em não ser apenas brutal e corrupto, mas também islâmico".

 

Saiba mais sobre o Sudão aqui.

 

Motivos de Oração:

  • Ore pelos cristãos do Sudão, para que eles permaneçam firmes na fé diante do aumento da perseguição.

  • Ore para que a comunidade internacional aumente a pressão sob o Sudão para que eles cumpram a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

  • Ore pelas Igrejas cristãs do Sudão, para que elas continuem a testemunhar o amor de Cristo.

 

Fonte: Christian Today/Guia-me

Foto: (UNHCR Tracks) Mãe Alimenta filho no Sudão

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