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Novo ataque em Moçambique mata 5 Cristãos e destrói 120 casa

 

Grupo armado atacou na noite de sexta-feira uma aldeia remota do norte de Moçambique, Maganja, matando cinco pessoas e incendiando 120 casas. O Governo português já aconselhou os viajantes a evitarem a permanência em várias zonas da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique


Homens armados identificados como membros do grupo islâmico “Al Shabaab”, mataram cinco pessoas na semana passada, num ataque contra aldeias na província de Cabo Delgado.

 

Os atacantes atearam fogo em 44 residências. Uma das vítimas era uma criança que estava a dormir numa dessas casas. As vítimas foram assassinadas com golpes de catana e disparos de armas de fogo.

 

Só na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, morreram pelo menos 29 habitantes, (a grande maioria cristãos) 11 supostos agressores e dois elementos das forças de segurança, segundo números das autoridades e testemunhos da população recolhidos pela Lusa.

 

Antes da incursão na noite de sexta-feira, em Maganja, o ataque anterior tinha acontecido na noite de terça-feira na aldeia remota de Litandakua, posto administrativo de Chai, distrito de Macomia - mais de 100 quilómetros em linha reta a sudoeste, na mesma província, Cabo Delgado.

 

O Governo português já aconselhou os viajantes a evitarem a permanência em várias zonas da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, que têm sido afetadas por ataques atribuídos a "um movimento insurgente de matriz islâmica". O Executivo português aconselhou os viajantes a restringirem as deslocações ao imprescindível.

 

Fernando Jorge Cardoso, especialista em estudos africanos do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL e coordenador de estudos estratégicos da organização não-governamental Instituto Marquês de Valle Flôr, defendeu esta quinta-feira (21.06) que os ataques contra civis na região de Cabo Delgado (norte de Moçambique) são financiados por "radicais islâmicos" com o objetivo de desestabilizar, mas afastou o cenário de criação de um "movimento endógeno de longo prazo".

 

"Não tenho a mínima dúvida que neste momento há financiamento de radicais islâmicos, através do Médio Oriente, interessados na instabilidade no leste africano e que cada vez têm mais ligação ao longo do litoral leste de África", comentou o especialista.

 

Clamor a Deus
Cerca de dois mil cristãos, representando diversas igrejas de Moçambique, reuniram-se sábado, na capital Maputo, num culto onde levantaram, através de orações, um clamor a Deus, pedindo o fim dos recorrentes ataques em Cabo Delgado.

 

O encontro foi organizado pela Assembleia de Deus em Moçambique, ministério de Tlavane, que acredita ser urgente a intervenção das autoridades para pôr fim aos massacres.

 

“É o nosso dever orar pelo próximo e garantir o seu bem-estar. Nós, como igreja, devemos nos unir e orar para que a paz prevaleça no nosso país. Pedimos acima de tudo, por medidas urgentes para acabar com o sofrimento dos nossos irmãos em Cabo Delgado”, afirmou o superintendente da AD em Moçambique, Tiago Manhiça.

 

Ele explica que nos próximos dias serão enviadas verbas arrecadadas entre os fiéis para apoiar as comunidades afetadas naquela província.

 

Motivos de Oração:

  • Ore pelas famílias das vítimas destes atentados, para que Deus conforte os seus corações e fortaleça a fé deles.

  • Ore para que o governo de Moçambique tenha sabedoria a atitude para lidar com essa vaga de atentados.

  • Ore para que a Igreja cristã em Moçambique permaneçam firmes e unidos em um só propósito, para que juntos possam vencer toda opressão que se levanta contra eles.

 

Fonte: DW, TVI, Club of Mozambique

 

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