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Médico humanitário português afirma que as ONGs precisam de mais apoio monetário

 

Gustavo Carona, médico português que participa em missões humanitárias há nove anos, afirmou ser necessário as pessoas perceberem que apoiar monetariamente “as organizações competentes é a melhor forma de ajudar”.

Em entrevista à Lusa, o anestesista e intensivista de 38 anos falou sobre as experiências, dificuldades e a gestão do medo nas várias missões que fez, em países como a Síria, Afeganistão, Iraque e a República Democrática do Congo.

 

O médico português criticou a ideia errada que as pessoas tem de que fazer missões de voluntariado é algo fácil. “A ajuda humanitária precisa de pessoas profissionais... Por isso é preciso muito dinheiro, compromisso e experiência”, afirmou.

 

“[As pessoas] não dão dinheiro porque não sabem o que [as organizações] fazem com ele. Não podemos viver neste clima de suspeição, são organizações muito sérias que fazem auditorias com as maiores empresas do mundo. Há de sempre haver casos, erros estratégicos, investimentos feitos que correram mal, roubos que ocorreram no local ou situações fora do controlo, mas são organizações sérias e que em circunstância alguma funcionam sem a dádiva de quantias monetárias, quer individuais, quer de empresas ou governos”, explicou.

 

O médico estreou-se em missões humanitárias em 2009, na República Democrática do Congo, depois seguiu para o Paquistão, um país “muito heterogéneo”, onde enfrentou o “contexto mais duro e intenso em termos sociológicos e clínicos, fruto da ignorância”.

 

Exemplificou com a história de uma mulher grávida que morreu, juntamente com o filho, porque o homem que a acompanhava não deu autorização para fazer uma cesariana. Nestas missões, os médicos estrangeiros têm um conjunto de regras às quais se têm que adaptar.

 

“Enquanto estrangeiros, ainda que estejamos ali para salvar a vida daquela população, estamos a ser observados, avaliados e aceites ou não a todo o minuto. Isto faz com que o ar fique mais pesado para se respirar. Sabemos que rapidamente poderemos por todo o projeto em risco, o que significa muitas vidas. É nessa medida que digo que [o Paquistão] foi o mais difícil”, contou.

 

Na Síria, Gustavo chegou a falar indiretamente, através de um tradutor, com doentes que pertenciam à Al-Qaeda e confessou ser “estranho estar a salvar a vida a alguém que tem uma má índole” ou que, em circunstâncias diferentes, lhe quisesse fazer mal.

 

 

 

Até quando vai continuar a participar em missões não sabe, mas assegurou que “a vontade de desistir não existe” e que é “impossível deixar de querer ter um papel ativo, seja de que forma for”, mantendo a esperança de não perder o “idealismo e a vontade" em contribuir para "um mundo melhor”.

 

“O meu propósito é fazer parte da paz”, concluiu.

 

O médico apresentou os seus livros "O mundo precisa de saber" e "1001 cartas de Mosul", na Faculdade de Medicina do Porto, obras que surgiram após as suas experiências em missões humanitárias.

 

Motivos de Oração:

  • Ore pelas instituições humanitárias que ajudam pessoas carentes em todo o mundo.

  • Ore pelas instituições cristãs que levam a Palavra de Deus a regiões fechadas ao Evangelho.

  • Ore pelos trabalhadores da Linha de Frente que arriscam as suas próprias vidas para fazer a obra de Deus nos lugares mais perigosos do mundo.

Fonte: Notícias Sapo24

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