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Esperança: Novo governo do Sudão parece interessado em oferecer liberdade religiosa aos cristãos e judeus do país

 

Reconhecendo que os cristãos foram perseguidos e sofreram “práticas muito ruins” sob o regime do ex-presidente Omar al-Bashir, o ministro de Assuntos Religiosos do Sudão, Nasr al-Din Mufreh, foi citado, no domingo (03), pelo jornal árabe Asharq Al-Awsat como favorável à devolução das propriedades roubadas dos cristãos sudaneses, através de processos judiciais.

 

Mufreh também havia dito aos media em setembro que as propriedades confiscadas da igreja deveriam ser devolvidas.

 

No artigo de domingo, o ministro convidou os judeus expulsos a retornarem ao Sudão - como havia feito em setembro, recebendo críticas de radicais muçulmanos. Mufreh disse que os cristãos e as pessoas de outras crenças são livres para praticar a sua fé no Sudão.

 

"Eles [cristãos] são sudaneses e a sua religião é celestial com os seus valores e as suas crenças", disse Mufreh ao Asharq Al-Awsat, justificando que os cristãos têm uma presença tão grande no Sudão que não devem ser descritos como minoria.

 

Os cristãos sudaneses esperam que os comentários marquem uma mudança radical da campanha islâmica de Bashir, derrubada pelo exército em 11 de abril após o início de protestos em dezembro de 2018.

 

Depois da secessão do Sudão do Sul em 2011, Bashir prometeu adoptar uma versão mais rígida da sharia (Lei islâmica) e reconhecer apenas a cultura islâmica e a língua árabe.

 

Líderes da igreja disseram que as autoridades sudanesas destruíram ou confiscaram igrejas e limitaram a literatura cristã sob o pretexto de que a maioria dos cristãos deixou o país após a secessão do Sudão do Sul.

 

Em abril de 2013, o então ministro sudanês de Orientação e Doações anunciou que não seriam concedidas novas licenças para a construção de novas igrejas no Sudão, citando uma diminuição na população do sul do Sudão.

 

Espera-se que os cristãos tenham maior voz sob o novo governo.

 

 

O ministro de Assuntos Religiosos disse a Asharq Al-Awsat que o seu ministério lutaria contra o terrorismo, extremismo e noções de takfiri - punições por deixar o Islão.

 

Ele disse que o Estado Islâmico (EI) não possui células estabelecidas no país, embora reconheça que os membros provavelmente entraram. "O projeto do Movimento Islâmico Sudanês foi derrotado na vida política e comunitária graças à gloriosa revolução", disse ele, embora reconhecendo que vários elementos islâmicos começaram a tentar espalhar ideias extremistas nas mesquitas sudanesas.

 

"Vamos cercar essas mesquitas com um discurso sério a pedir moderação e luta contra o extremismo", disse Mufreh à agência de notícias em língua árabe.

 

Mufreh trabalhou anteriormente como líder na mesquita de Al-Ansar em Rabak, ao sul de Cartum.

 

O novo governo tomou posse em 8 de setembro, liderado pela primeira-ministra Abdalla Hamdok, uma economista, tem a tarefa de governar durante um período de transição de 39 meses.

 

A nova administração enfrenta os desafios de erradicar a corrupção de longa data e um "estado profundo" islâmico enraizado nos 30 anos de poder de Bashir.

 

Bashir, que chegou ao poder com um golpe islâmico em 1989, enfrenta acusações de aquisição ilegal e uso de fundos estrangeiros.

 

Na prisão de Kobar em Cartum, ele é acusado de "incitar e participar" da morte de manifestantes.

 

Em março de 2009, o Tribunal Penal Internacional o indiciou por dirigir uma campanha de assassinato em massa, estupro e pilhagem contra civis em Darfur.

 

 

O edifício da Igreja Interior do Sudão, usado pela Igreja Internacional de Cartum e outras organizações cristãs, foi transformado num escritório do notório Serviço Nacional de Inteligência e Segurança (NISS).

 

Em 29 de julho, o presidente do Conselho Militar Abdul Fattah Al-Burhan emitiu uma decisão de alterar o nome de NISS para o Serviço de Inteligência Geral.

 

A medida também congelou o artigo 50 da Lei de Serviço de Segurança, que concedeu ao NISS amplos poderes de inspecção e detenção sem justa causa, amplamente utilizados contra cristãos e opositores políticos.

 

 

Devido ao tratamento dado aos cristãos e outras violações de direitos humanos, o Sudão foi designado como um país de preocupação especial pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos desde 1999.

 

Motivos de Oração:

  • Ore pelo novo governo do Sudão, para que eles continuem com este propósito de defender os direitos de liberdade religiosa no país.

  • Ore para que este governo tenha os recursos necessários para fazer com que este alvo seja alcançado.

  • Ore pelos cristãos que vivem no Sudão, para que continuem a servir ao Senhor Jesus, sabendo que a sua esperança está em Cristo, enquanto esperam o que acontecerá na política do país.

 

Fonte: Evangelical Focus/Guia-me

 

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